quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Acordei hoje, me olhei no espelho, tive um susto e a primeira coisa que pensei foi naquele trecho do livro "Memórias da Casa dos Mortos":

"era também de uma fealdade superior a toda hipérbole."

E aí na hora do almoço, assistindo a um documentário que tava mostrando algo sobre um vulcão no oceano, começou a mostrar as erupções e o narrador lá, falando, com uma voz bem agradável e conhecida e, ficamos, os 4, pensando "essa voz é conhecida". Depois começou uma música muito agradável, e eu comentei que me dava vontade de chorar ouvindo aquela música e vendo as imagens em slow motion, meus olhos começaram a lacrimejar.

Todos acharam engraçado. Então minha mãe comentou que quando eu era bebê, e ela começava a cantar aquelas coisas que se canta pra bebês, eu começava a fazer "bico" e chorava. Comentei: "Tá vendo, desde pequena me emocionava. Eu lembro que chorava com as músicas da boate, quando era menor" [na rua atrás da casa onde a gente morava, quando eu tinha 3 anos, havia uma boate e quando começava uma música mais lenta, eu chorava].

Ah, um detalhe que ela acrescentou depois, eles [mainha, vovó e todo o pessoal] achavam isso muito engraçado, e, às vezes, faziam "de propósito" só pra ver meu bico de choro. ¬¬ Bullying.

- Depois descobrimos que a voz era de Jeremy Irons.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Uma linha por dia

Ontem fui até a biblioteca ajudar a carimbar uns livros. Folheando um que era só de desenhos de Tarsila [desenhos com grafite mesmo, a maioria deles só o rabisco], vi algo que resolvi anotar, porque anoto tudo pra fazer depois, mas não faço metade do que pretendia e muitas vezes perco as anotações, mas enfim, dizia "nulla dies sine linea" (Apeles, pintor grego, século IV a.C.) "Nenhum dia sem um linha".

Eu deveria tentar isso. Fazer um rabisco qualquer todo dia, sobre qualquer coisa, ou sobre nada. E acho também que deveria escrever todo dia. Uma imbecilidade qualquer, só pra não perder o hábito mesmo. No caso da escrita é mais complicado porque sempre vem à mente as aleatoriedades mais aleatórias possíveis e nunca consigo encaixar em algo que me dê vontade de escrever.

Como por exemplo o fato de eu ter sonhado com a versão infantil de Don Self service de Prison Break, sentado embaixo de uma árvore junto com Rony Weasley, enquanto Harry lutava com Draco numa ladeira e eu fugia de Lucio Malfoy por passagens secretas que iam dar em umas janelas estreitas azuis de uma fazenda que eu não conheço.

Ou como eu acho aquele tio uma mistura de Tio Patinhas com Renato Aragão, e como toda vez que vejo aquele sacola preta pendurada acho que é Wendy, embora saiba que não seria possível Wendy estar just chillin' ali, na parede, a um metro e meio do chão. Onde eu poderia encaixar isso se não em um texto sobre "não saber onde encaixar isso"?

É só aquela necessidade de colocar tudo pra fora. Vou tentar, nem que seja só meia linha, todo dia.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

/


Juliana:  eu entendo
não vou dar conselhos porque estou tão idiota como você
[kkkkkkkkkkk]
justinb/
raia/
 eu:  kkkkkkkkkkkkk
eu não quero conselho.
já chega! [bate na mesa]
 Juliana:  né?
já chega!
bora superar, soleja
tnc o mundo
 eu:  não
não
não sei de nada
não quero falar com bandeirantes com ninguém na frente das câmeras
 Juliana:  LOOOOOOOOOL
KKKKKKKKKKKKKKK
 eu:  kkkk :p

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Pra resumir

Vim aqui tentar fazer um balanço do ano passado. Não sei por onde começar ou como terminar. É isso.

No mais, 2012 foi um delírio coletivo.

"E assim por diante, coisas que não entendi e ele ainda menos".
[On the Road - Jack Kerouac]

domingo, 18 de novembro de 2012

ê domingo

Conversando com Marlyn [mandando links aleatórios, rindo, ouvindo música e pensando over and over em coisas que eu talvez já deveria ter considerado over] eis que ele me manda um link de um texto que, por coincidência [ou não], eu estava lendo semana passada:

Para quem você liga?


Domingo é um dia estranho.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

14 de novembro


 eu:  tenho que ir num show de roberto carlos antes que ele morra
p r i o r i d a d e s
 Gustavo:  e raça negra?
 eu:  tb, mas raça negra ainda é um grupo jovem cof cof
roberto é mais velho, vulnerável
 Gustavo:  lol
super jovens
 eu:  kkkkkkkkkk
 Gustavo:  vai que ele morde a língua e morre? kd seu deus agora?
 eu:  kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

13 de novembro

Ultimamente não tenho tido vontade de falar nada a ninguém [mais do que sempre].

E de ouvir também. Falo aqui de ouvir certas confissões dos amigos, certos comentários, certas coisas que não se deve contar nem a si mesmo, sabe?! Essa necessidade de falar tudo o tempo todo. Eu não preciso saber de mínimos detalhes, ok? E, na verdade, as confissões, comentários ou o quer que seja, não são ditos pra mim. Eu sei, os ouvidos são meus, mas prestando atenção, são direcionados à própria pessoa que está falando.

Às vezes [frequentemente, estou usando "às vezes" pra ser gentil] você tem aquela necessidade urgente de dizer ao mundo, ou a seus amigos aquilo que tá acontecendo, mostrar que você tem Aquela coleção em blu-ray, mostrar como você é o dominador porque fez fulano fazer tal coisa. Por favor, por alguns minutos, se não for pedir muito, cut the crap.

Todo mundo precisa de atenção, tem a necessidade de aparecer, de um jeito ou de outro. Uns mais, outros menos. É só que às vezes a gente não percebe que tá passando dos limites [se é que existe limite].

Só um desabafo matinal irritado. Calor, fome, estresse e um desejo:

Por um mundo onde as pessoas que tem chulé não tirem os sapatos no ambiente de trabalho. Obrigada.